Aug 07 de 2022

UHEs podem ser a bateria do Brasil, avalia diretor de Itaipu

23/06/2022

Avanço das renováveis não despacháveis traz a necessidade do Brasil ter mais reserva girante, fonte hídrica é a que responde mais rapidamente a essa necessidade


Avanço das renováveis não despacháveis traz a necessidade do Brasil ter mais reserva girante, fonte hídrica é a que responde mais rapidamente a essa necessidade.


As principais fontes intermitentes de geração de energia no país, a solar e a eólica, já ultrapassaram a potência instalada de referência no país que é da UHE Itaipu, que tem 14 GW somando suas 20 unidades de geração. E a tendência é que a fonte hídrica continue perdendo participação na matriz elétrica nacional ao ponto de chegar a um momento em que a água poderá ser colocada como a fonte responsável pela segurança do sistema.

Segundo o diretor técnico brasileiro da Itaipu Binacional, David Krug, o fato de as usinas hidrelétricas fornecerem reserva girante e poder iniciar rapidamente a geração de energia quando solicitada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico, coloca essa modalidade como a mais interessante para o futuro do sistema.

O executivo participou do CanalEnergia Live desta quinta-feira, 23 de junho, e na entrevista concedida comentou que o leilão de reserva de capacidade é uma das oportunidades que a fonte pode ter. Ele lembra que o fato de termos as fontes renováveis não despacháveis na expansão abre essa possibilidade de o Brasil ter uma matriz limpa mais ampla, inclusive com as hídricas assumindo o papel de ser a bateria do SIN.

“Ser o fornecedor de potência deveria estar no modelo de negócios de todas as grandes UHEs. Em Itaipu não é diferente, mas isso no nosso caso é mais para o futuro, o atual papel da usina é mais restrito por causa do Tratado de Itaipu”, comentou ele.

Essa avaliação de que a fonte hídrica pode ser a fornecedora de lastro no sistema deve-se ao fato de que nenhuma das outras possui a capacidade de rampa como as usinas hidrelétricas. Em sua avaliação, quando há a necessidade de fornecer energia quando solicitado é a mais rápida a injetar energia no sistema.

“Se houver redução da geração, que pode ocorrer quando não se tem o controle das fontes, o suprimento pode ser atendido de forma rápida por qualquer tipo de UHE”, avaliou. “A depender da situação, nenhuma outra oferece suporte de forma tão rápida e continuada”, acrescentou. Por isso, acredita que o PL 414 ajudará a reforçar esse papel das UHEs com o avanço das demais fontes.

Fonte e Imagem: Canal Energia.





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